sexta-feira, 26 de março de 2010

antes de ter seu primeiro gato

Gosta de animais???? Mora sozinho???? Trabalha o dia todo???? Gosta da sua mobília???? Não tem tempo de levar um cachorro para passear????

Pois é... essas são algumas das várias perguntas que devem ser respondidas antes de ter um animal doméstico, qualquer que seja a espécie.

Os felinos são muito discriminados por terem fama de independência e desapego ao dono. Mas o curioso é que esse estigma só prevalece para quem nunca teve sequer contato com os gatos, pois 99% dos proprietários afirmam exatamente o contrário!!!!!

Portanto, ter um gato como animal de estimação e de compania é TUDO DE BOM!!! Mas vamos à algumas questões importantes.

Antes de ter um animal (quer seja cão, gato, pássaro etc...)

1. Você realmente gosta de animais???? Vai sentir prazer em cuidar de um ser vivo que dependerá de você e esperará carinho, atenção e cuidados???? Essa pode parecer a mais óbvia das perguntas, mas muita gente se esquece desse detalhe e após a aquisição do bichinho se decepciona quando um filhote destrói seu chinelo ou urina no tapete da sala...

2. O fato de morar sozinho vai influenciar na escolha da espécie e da raça. Cães toleram menos a solidão do que os gatos, comem muitas vezes todo alimento de uma só vez, latem ininterruptamente para chamar a atenção e podem destruir o ambiente em que ficam na falta do que fazer. Quando se mora sozinho a melhor escolha é um gato, que é o oposto de todas essas características citadas acima. Mas veja: aceitar melhor a solidão não significa não gostar do dono, apenas que sua forma de apego é diferente;

3. Se além de morar sozinho você ainda viaja muito, mais um motivo para ter um gato, pois eles aceitam melhor a ausência temporária do dono, sem contar que dormem até 16 horas por dia!!!! Um simples final de semana com água, comida e caixa sanitária suficientes para dois dias não terá grandes problemas, desde que seja na sua própria casa. Mudá-lo de território nessa condição só gerará stress desnecessário;

4. Animais dão despesas, que são mensais (banhos, granulado sanitário, ração, anti-pulgas), anuais (vacinas, consulta médica de rotina) ou inesperadas (doenças agudas, acidentes). Gastos não podem deixar de ser computados na hora de decidir ter um animal em casa.

Antes de ter seu primeiro gato

1. Aquele filhote fofinho e brincalhão na vitrine de uma loja, em uma feira de adoção ou mesmo nas ruas pode ser um convite irresistível. Mas é bom lembrar que gatos, além dos dentes, têm as garras, que usam como defesa e, muitas vezes, como próprio meio de brincar. Portanto, manter as unhas aparadas é uma boa forma de minimizar riscos. Isso pode ser feito em lugares especializados ou em casa, por você mesmo (leia mais sobre unhas aqui);

2. A higiene dos gatos é impecável, e eles precisam de um lugar para fazer suas necessidades. O ideal é a caixa plástica com areia dentro, de modo que eles possam enterrar o xixi e as fezes para não deixar rastros nem odores para um futuro concorrente ou predador;

3. Felinos tem período reprodutivo em média trimestral. Os machos demarcam território com a urina e as fêmeas mudam muito seu comportamento, miando sem parar, principalmente à noite. Isso significa que a castração é praticamente obrigatória para o bem estar do animal e de todos que convivem com ele;

4. Adotar ou comprar, eis a questão. Tenha consciência de que existem milhares de bichanos abandonados ou carentes precisando de um lar. A compra, muitas vezes, só estimula o comércio indiscriminado e sem controle;

6. Um gato já adulto é menos “domesticável”, mas em compensação, sua personalidade está definida e isso pode ser uma vantagem em relação aos filhotes;

7. Assim como carpetes, tapetes e cortinas, a pelagem dos gatos também guarda ácaros e fungos. Isso significa que se o futuro proprietário tiver tendência alérgica, gatos de pelo curto são mais recomendados;

8. Na natureza, normalmente o hábito de afiar as unhas acontece em troncos de árvores. Em casa, móveis se transformam em algo irresistível para esse fim. Para minimizar, mantenha as unhas aparadas, compre ou adapte um arranhador ou borrife um cheiro que o gato não goste nos móveis, assim ele não chega perto.

Lembre-se sempre: a partir do momento em que nos propomos a criar um bichinho, torna-se indispensável nossa dedicação incondicional.

As informações e sugestões de saúde e bem-estar para o seu bichinho contidas neste blog têm caráter meramente informativo e não substituem o aconselhamento e o acompanhamento do Médico Veterinário de sua confiança. Somente este profissional é capacitado para diagnosticar e medicar seu bichinho de estimação.

sexta-feira, 19 de março de 2010

alergias: como coça!

Os gatos – assim como os cães – podem sofrer de vários tipos de alergias. Geralmente, um gato alérgico possui mais de um tipo de contactante com o qual desenvolve todo o processo. Gatos alérgicos normalmente se coçam na região da cabeça (ver figura) e abdome, lambendo-se compulsivamente, e se tornam animais até com mudança comportamental devido ao incômodo que a coceira causa.

A alergia mais comum, principalmente em nosso país tropical, é a DAPP (Dermatite Alérgica à Picadas de Pulgas, mas não excluindo os carrapatos, piolhos e ácaros). O que acontece é que a saliva da pulga desencadeia um quadro alérgico local que, após intensa coceira, acaba gerando lesões secundárias com bactérias e até fungos oportunistas, levando a um quadro dermatológico agudo e complicado. Observa-se área com perda de pelos, vermelhidão, crostas e intensa coceira.

O segundo tipo de alergia, também bastante comum, é a chamada hipersensibilidade alimentar (HA), na qual o animal acometido desenvolve uma resposta imunológica extremamente exacerbada para um componente alimentar – normalmente às proteínas – embora outros componentes usados na fabricação das rações também estejam envolvidos. Isso também conta para os petiscos em geral. A alergia à comida não se manifesta de forma aguda, podendo levar de um a 10 anos de contato com o alérgeno para desencadear sintomas. Normalmente, isso ocorre após dois anos de contato. Além da coceira, o gato pode apresentar vômitos e/ou diarréias, além de queda de pelo, oleosidade excessiva da pele e problemas nos ouvidos.

A atopia, ou alergia de contato (normalmente contato direto ou por inalação), também acontece nos felinos e, como na HÁ, se manifesta após um tempo de contato com substâncias que o animal não tolera, como por exemplo poeira, carpetes, plantas, tecidos (lãs comumente), fumaça de cigarro, produtos de limpeza e até xampús usados no banho.

Como dito anteriormente, todas essas três alergias se manifestam clinicamente de forma semelhante, sendo difícil distinguir a causa só pelos sintomas. Além disso, o gato faz o mesmo padrão de lesão para diversas patologias dermatológicas, não só alergias, mas também as sarnas, por exemplo, complicando ainda mais o diagnóstico. Um histórico detalhado e testes de eliminação de prováveis causas são muito importantes. Verificar a parte imunológica (teste para a AIDS felina, além de outros) também é importante, pois em uma queda de resistência, todo esse processo fica mais acentuado.

Além destas três causas de alergias em gatos com manifestações cutâneas, não podemos deixar de citar as alergias medicamentosas, na qual o animal pode ter erupções na pele com intensa vermelhidão e aumento de temperatura local, dessa vez com dor, não necessariamente coceira. O aparecimento é repentino e normalmente está associado à antibióticos, vacinas e até anestesia. Outro sinal comum de reação cutânea é a falha de pêlo no local de aplicações subcutâneas, porém sem coceira alguma e meses depois que a injeção foi dada. Normalmente há a atrofia da pele no local, não voltando a crescer o pelo.

Portanto, ficar de olho nas pulgas e usar frequentemente anti-pulgas (quinzenal ou mensal, no máximo) e oferecer uma ração de boa qualidade já é um grande passo para diminuir as chances das dermatites alérgicas nos felinos, embora a sensibilidade seja individual de cada um.

As informações e sugestões de saúde e bem-estar para o seu bichinho contidas neste blog têm caráter meramente informativo e não substituem o aconselhamento e o acompanhamento do Médico Veterinário de sua confiança. Somente este profissional é capacitado para diagnosticar e medicar seu bichinho de estimação.

sexta-feira, 12 de março de 2010

o que é AIDS felina?

A AIDS nos gatos é causada pelo vírus da imunodeficiência felina, o FIV (em inglês, Feline Immunodeficiency Vírus) e, como o próprio nome diz, tem características semelhantes à AIDS humana, pois deixa o animal imunossuprimido e, portanto mais predisposto à infecções secundárias, doenças sistêmicas e até ao câncer.

O FIV se diferencia do nosso HIV na forma de contágio, pois nos gatos a transmissão não é feita pela via sexual diretamente, mas sim pelo contato com a saliva através de mordidas (principalmente) e lambeduras. Na hora da cruza, por exemplo, o gato morde a gata, o que acaba por aumentar a transmissão. Dessa forma, os gatos que tem acesso à rua, os que vivem confinados ou em gatis estão mais sujeitos à contaminação, principalmente os machos, devido ao constante envolvimento em brigas. Fêmeas prenhes transmitem aos seus filhotes na gestação, dependendo da carga viral que possuem.

A síndrome da imunodeficiência felina não é transmissível à outras espécies animais, bem como ao ser humano, portanto não é uma zoonose.

O grande problema dessa infecção é que os animais infectados podem permanecer por muito tempo (anos e anos) sem manifestar a doença, uma vez que não há sintomas específicos. Só que eles continuam espalhando o vírus. Não existe cura, nem prevenção através de vacinas, assim como na nossa espécie.

Então... como suspeitar que nosso gatinho está contaminado??? O que vai chamar a atenção não é a doença em si, mas os sintomas da queda de resistência, como infecções frequentes ou recorrentes (diarréias crônicas, gripes que não curam, por exemplo), perda de peso, doenças incomuns, febre de origem desconhecida, até anemia sem causa aparente e alguns tipos de tumores.

O diagnóstico é feito por meio do exame de sangue que confirma a presença de anticorpos contra o vírus. É importante frisar que uma vez soropositivo, o gato torna-se importante fonte de infecção para outros gatos, sendo ideal testar todos os animais da casa e manter os positivos totalmente isolados. Outras medidas de controle importantes são castrar os animais e evitar seu acesso à rua, bem como não misturar gatos recém-chegados aos gatos já existentes na casa antes de um exame.

Curiosidade: as reações dos proprietários ao receberem o diagnóstico de FIV são as mais variadas, passando pelo desespero até o preconceito, semelhante ao que acontece com pessoas portadoras do HIV. Vale lembrar que o preconceito e o medo estão na nossa cabeça e não na do animal, que não tem consciência da sua situação e por isso não deve ser maltratado!!!!

Hoje em dia, um animal (e uma pessoa) portador do vírus tem uma alta sobrevida graças às drogas modernas, que proporcionam uma melhora da condição clínica e imunológica do paciente e do bichinho. O tratamento não promove a cura, mas um bom controle geral. As infecções oportunistas podem ser tratadas de maneira comum, por isso uma visita periódica ao veterinário aumenta muito mais a qualidade de vida desses animais. A eutanásia (como em qualquer outro caso) só é indicada em último instância, apenas em animais terminais.

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sexta-feira, 5 de março de 2010

micoses em gatos e seus donos

Micoses são doenças causadas por fungos – que podem viver no solo, na pelagem dos animais ou nas plantas – que vão se instalar geralmente na pele, causando lesões conhecidas como “tinhas”.

São divididas em dois grupos: as superficiais e as profundas.

Dentre as superficiais, a mais comum é a causada pelo fungo chamado Microsporum (que também acomete os cães), transmitida pelo contato direto ou pelo fato de o animal compartilhar objetos com outro animal já contaminado. É transmissível ao homem, portanto uma zoonose (veja figura ao lado).

As micoses superficiais em gatos nem sempre apresentam sintomas, apesar do animal estar contaminado; nem mesmo coceira, como pensamos (diferente de nós). Elas normalmente se manifestam em condições especiais, como baixa de resistência do organismo, o que faz com que filhotes sejam mais suscetíveis. Dessa forma, em uma mesma casa com vários animais, um deles pode apresentar a doença em vários locais do corpo e outro não.

O hábito do felino se lamber para se limpar é uma forma de retirar os esporos dos pêlos (esporos são a forma infectante do fungo). Gatos de pelagem longa são mais acometidos do que os de pelagem curta, porque não conseguem se higienizar com eficiência e também por receberem menos sol na pele (o que inativa esses esporos).

Gatos alérgicos, por exemplo, também são mais propensos às micoses, uma vez que os fungos são oportunistas na baixa imunidade.

Com relação às micoses profundas, as mais conhecidas e polêmicas são a criptococose e a esporotricose, também transmissíveis ao ser humano e com sintomas sistêmicos – e mais graves – além da manifestação cutânea.

As micoses superficiais são um problema muito comum em gatis ou casas com muitos gatos confinados, devido à aglomeração e à imunossupressão que a superpopulação causa – os gatos são territorialistas por natureza e não aceitam conviver com muitos animais em um mesmo espaço; muitas vezes isso faz com que a imunidade baixe. Assim sendo, ao adquirir animais com esse histórico, providencie um exame dermatológico logo que chegam em uma nova casa, principalmente se na casa já existirem outros animais e/ou crianças. Já existem vacinas no mercado que previnem a infecção pelo fungo, e alguns criadores já usam.

O tratamento é longo (cerca de 60 dias, em média) e só é recomendado após exame laboratorial de cultura fúngica confirmado, uma vez que a maioria das drogas indicadas tem toxicidade quando usadas a longo prazo e sem controle. Medicações de uso tópico não são de grande valia, uma vez que a doença não é isolada em um ponto do corpo, os esporos estão disseminados em toda sua extensão.

Devemos lembrar também que uma consulta médica é indicada caso apareça qualquer sinal de lesão no proprietário que convive com animais (cães e gatos), seja em que lugar do corpo for.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

vermifugação em gatos: quando e como?


Os vermes são parasitas internos que infectam não só cães e gatos como também seres humanos. Existem parasitas específicos da nossa espécie e outros não, mas a transmissão tem papel muito importante, uma vez que alguns deles caracterizam zoonoses (doenças transmitidas dos animais para os humanos).

Em filhotes, a mortalidade é alta devido à vulnerabilidade do animal e o grau de infestação. Em adultos, que são mais resistentes, a frequência de consequências sérias é menor, mas não menos importante. Considerando o fato de que os felinos se higienizarem através da lambedura, enterrarem suas fezes, comerem alimentos localizados no chão e nem sempre beberem água tratada, há uma grande chance de entrarem em contato com ovos de vermes. Uma vez ingeridos, os parasitas crescem no interior do intestino do gato, fazendo seu ciclo e acarretando várias consequências como emagrecimento, diminuição do crescimento (filhotes), anemia, fraqueza, vômitos, diarréria e aumento de volume abdominal.

Por isso, vermifugar seu animal em várias fases de sua vida é imprescindível. Filhotes recebem a primeira dose do remédio a partir dos 20 dias de idade, repetindo sempre uma segunda dose aos 40 dias. Se ainda estiver em contato com a mãe, ela também deverá receber uma dose junto com eles quando completarem 20 dias. Adultos de vida livre podem ser medicados a cada três meses, enquanto animais totalmente confinados, duas vezes por ano. Fêmeas prenhes podem e devem receber o medicamento ao final da gestação, impedindo assim a transmissão posterior aos filhotes. O ideal é a vermifugação antes da cruza. Lembrando aqui que nem todo o medicamento é indicado para gestação, por isso a prescrição deve ser feita pelo médico veterinário e é sempre bom averiguar a bula.

Importante saber que toda a medicação deve ser repetida a critério do médico veterinário, uma vez que eles eliminam somente os vermes adultos e não as larvas destes parasitas. Como os felinos tem fama de serem difíceis na ingestão de medicamento via oral, existem parte dessas drogas na forma injetável.

Podemos exemplificar uma zoonose comum e importante o chamado “bicho geográfico”, que nada mais é do que a larva de um verme intestinal do gato que quando em contato com a nossa pele faz lesões avermelhadas, inflamadas, semelhantes à queimaduras. Isso é comum na praia, quando estamos descalços, pois devido ao hábito dos gatos enterrarem suas fezes o contato direto se torna muito fácil.

Outro parasita importante é aquele transmitido pela pulga - não pela sua picada, mas pela ingestão acidental no ato da lambedura. O verme faz seu ciclo no intestino e, ao ser eliminado pelas fezes, pode causar coceira na região anal. É facilmente encontrado: parece um grão de arroz ou uma sementinha de pepino.

Não podemos deixar de lembrar que um exame parasitológico de fezes anterior à vermifugação é o ideal, já que os gatos não são só contaminados por vermes (as famosas lombrigas) como também por protozoários - como o toxoplasma (leia aqui) e a giárdia, por exemplo - ambos transmissíveis ao ser humano e de tratamento diferente das verminoses comuns.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

quando procurar o veterinário


Se você leu o título e respondeu “quando meu animal está doente” eu pergunto: “e quando é que seu animal fica doente?” Esse é o nosso grande dilema. Para os proprietários, os gatos só adoecem quando ficam velhos, quando param de comer ou quando têm algum sintoma clínico de doença, como vômito, diarréia, corrimento nasal, ocular etc. Só que tudo isso nem sempre acontece no gato. Eles mascaram facilmente seus problemas a ponto de um sintoma perceptível para nós ser, às vezes, o final de um problema irreversível.

Então, quem respondeu “sempre” chegou mais perto da resposta ideal. Quando nós vamos ao oftalmologista? Pois é, essa é frequência ideal do nosso bichano fazer aquela indesejável visita ao médico da família... Hoje em dia, trabalhar com prevenção é a regra. Não precisamos esperar a doença para tratar, podemos preveni-la antes do seu surgimento.

Logo de cara, ou seja, quando adquirimos algum bichano, é a hora de levá-lo ao médico para uma orientação geral e posterior vacinação + vermifugação. Quem nunca teve gato precisa conhecer sobre o seu manejo, quais os tipos mais comuns de doenças, o que podemos (ou não) esperar de pelo menos 10 anos de convivência.

Ao longo da vida, anualmente, com o reforço vacinal – ou independentemente disso – é a hora de uma visita ao doutor para exames de rotina e check-up. Menos de uma vez ao ano, já aumentamos o risco de passar batido por algum problema sub-clínico que não é perceptível no dia a dia.

Prostração, apatia, emagrecimento, falta de apetite, beber muita água, urinar demais, mudança de comportamento, feridas, pulgas, carrapatos, vômitos (constantes ou não), pelagem sem brilho, manchas, caroços pelo corpo, hálito forte, coceira (corpo e ouvido), aumento de volume abdominal, andar cambaleante, dificuldade de subir nas coisas, fezes amolecidas ou a falta delas, urina com sangue ou dificuldade em urinar, respiração mais rápida, inquietação, todos são exemplos de sinais que pedem uma consulta.

No caso de animais idosos – e isso nos felinos acontece a partir dos 12 ou 13 anos – as visitas ao veterinário precisam ser mais frequentes: a cada seis ou oito meses. Exames geriátricos (principalmente cardiológicos e renais) são obrigatórios.

Na verdade, procurar o veterinário é a maneira mais segura que temos de saber se o nosso gatinho está bem, pois além do exame médico, exames complementares (de imagem, laboratoriais) hoje em dia são bem utilizados e ajudam muito no diagnóstico e possível retardo de processos crônicos degenerativos nos gatos.

As informações e sugestões de saúde e bem-estar para o seu bichinho contidas neste blog têm caráter meramente informativo e não substituem o aconselhamento e o acompanhamento do Médico Veterinário de sua confiança. Somente este profissional é capacitado para diagnosticar e medicar seu bichinho de estimação.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

o gato é o bichinho ideal para você?


Quem gosta de animais sempre quer ter um em casa. E na hora da escolha, sempre devemos levar alguns itens em consideração, como pesquisar a raça com suas características de índole, tamanho, pelagem, doenças etc. (se a ideia é ter um animal de raça), o preço do animal e/ou sua procedência (gatl, particular ou ONG, por exemplo) e seu estado geral de saúde.

Mas... será que qualquer pessoa está apta a ter um animal em casa? Isso vale também para os cães, afinal um animal demanda tempo, despesas e muitos cuidados com higiene e saúde. Se você mora em casa e quer ter um gato, não podemos esquecer que os felinos têm hábitos caçadores, são extremamente curiosos, ágeis e entram em época de reprodução a cada 3-4 meses, o que implica em ter um ambiente confinado que impeça sua fuga e a entrada de outros animais na casa.

Morar em apartamento não tem essa dificuldade mas, em compensação, telas nas janelas são imprescindíveis também para evitar quedas e óbitos.

Independente da moradia, gatos são animais tranquilos (dormem até 12 horas por dia) e requerem bem menos trabalho que os cães, como levar para passear e banhar semanalmente, por exemplo. Se alimentam aos poucos, não comem grandes quantidades de ração de uma só vez, seu banho é “autosuficiente” (como vimos na semana passada) e sua higiene pessoal com urina e fezes é impecável – desde que o gato tenha uma bandeja sanitária e granulado de areia sempre limpos, pois seus hábitos de cobrir seus excrementos vem dos ancestrais, para não deixar rastros com o forte odor.

Com todo este “combo” de vantagens, mesmo assim temos que avaliar se realmente o gato é o bichinho ideal para você. Afinal de contas, dar uma ração de boa qualidade, trocar a areia sanitária diariamente e manter água fresca à disposição é um grande passo, mas não o suficiente. Os felinos são carinhosos, se apegam ao dono com facilidade, gostam de sua companhia em casa – estão sempre por perto onde estamos – e também precisam de estímulos como brincadeiras com bolinhas, ratinhos de pelúcia e coisas em movimento para interagir.

Se você mora sozinho e/ou passa muito tempo fora de casa, é muito melhor ter um gato do que um cão, pois os gatos suportam melhor a solidão e se adaptam mais aos hábitos alimentares. Se tem crianças pequenas, não podemos esquecer que os gatos também mordem (assim como os cães) e usam suas unhas para se defender ou mesmo para simples brincadeiras, podendo ferir. Isso deve ser levado em consideração antes da compra ou adoção.

Além disso, gatos trocam de pelo constantemente, e os de pelagem longa fazem isso em maior quantidade, sendo necessário aspirar a casa semanalmente, no mínimo.

Os felinos tomam vacinas anualmente, como os cães. E, como todo animal, precisam de acompanhamento médico desde o começo da vida e principalmente na senilidade, e isso tudo tem custos.

Portanto, antes de adquirir um animal (qualquer um: cães, gatos, aves, roedores) pense se você está disposto a dedicar uma parte do seu tempo com todos esses cuidados e se tem condições de arcar com as despesas. Lembre-se que existem muitos animais abandonados à espera de um lar, enquanto que aqueles nos gatis têm mais certeza de uma casa garantida.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

banho? só de língua!

Quem nunca ouviu falar que gato não gosta de banho?? Pois é... pura verdade!!! Os gatos passam mais de 30% do seu tempo cuidando da higiene e fazem isso lambendo-se. Esse costume de lambedura nasceu do instinto de defesa, pois após as refeições os gatos ancestrais – selvagens – banhavam-se para retirar o cheiro de alimento (uma vez que dilaceravam vísceras, tinham contato com sangue e secreções de suas presas) para não atrair a atenção dos predadores. Esse ritual começa passando a língua nas patas para lavar a cabeça e orelhas e depois segue para o resto do corpo, retirando detritos e pêlos mortos.

De certo, todo mundo que conhece um gato já se interrogou por qual razão a língua deles é tão áspera. Pois é coberta por papilas córneas, sensores de temperatura e gosto e assim, além da função banho – pentear e escovar – ela é usada como uma espécie de colher para beber líquidos.

Curiosidade: essas papilas sensíveis ao gosto, principalmente o amargo, o gato as possui em grande quantidade na zona posterior da língua, por isso é muito sensível a estes sabores, os quais caracterizam tipicamente as substâncias tóxicas. Está explicado porque, de fato, medicar um gato via oral, com soluções ou comprimidos, se torna uma tarefa de super-herói!!

Visto a utilidade e função da língua, temos que considerar quando e como banhar um animal, afinal de contas o que consideramos um banho, aos olhos deles, significa que você o sujou e não o limpou. É por isso que após o banho com água corrente e xampú, mesmo estando seco, o gato fica horas e horas se lambendo. Banho, para o gato, só de língua!

O ideal seria banhá-los somente quando necessário, ou seja, muita sujidade no pêlo, escovar para remover nós que ele não irá retirar, banhos com soluções medicamentosas, por exemplo. Essa lavagem deve ser feita com água morna, protegendo os ouvidos com uma bolinha de algodão mais óleo Johnson, xampú neutro (o Johnson também é ótimo) ou próprio para gatos, tomando cuidado com os olhos. A remoção de todo resíduo de sabão é importante. A secagem é imprescindível para que a umidade não predisponha o bichano à infecção bacteriana ou fúngica da pele. Só passar uma toalha seca e deixar o seu bichano ao sol não é recomendável. Cuidado com o secador, pois o barulho é altamente agressivo e estressante para seus ouvidos (como já vimos no artigo fogos de artifício). Uma dica: corte as unhas das quatro patas previamente para evitar arranhões durante todo o procedimento.

Em petshops o pessoal faz tudo isso, mas lembre-se de que o ideal seria o gato tomar banho separado dos cães, não ficar muito tempo esperando em gaiolas e sempre ter um médico veterinário responsável por perto, caso haja algum acidente (isso é válido para os cães também).

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

toxoplasmose: o que é isso?

A toxoplasmose é uma doença causada pelo protozoário (portanto, não é bactéria, nem vírus) chamado toxoplasma gondii, que por sua vez está presente em quase todos os animais.

O gato tem a infeliz “missão” de ser um portador assintomático desse parasita, ou seja, ele pode passar a vida inteira contaminado, mas nunca manifestará a doença. E como ele se contamina? Bem, o toxoplasma está presente nas fibras musculares dos animais e, uma vez que os felinos são 100% carnívoros, fica fácil sua infecção pela ingestão de carne crua (oferecida por nós ou não), pela caça de roedores, aves etc. Uma vez contaminado, o gato eliminará pelas fezes os ovos desse parasita – vale lembrar que só os felídeos fazem esta eliminação, nenhum outro animal elimina pelas fezes. Portanto, muito cuidado ao manipular a caixa sanitária de seu gato: sempre com uma pá coletora e luvas, para não ter contato com as bordas, onde às vezes as fezes encostam. Forrar a caixa com jornal é sempre válido. Como o gato é muito asseado, ou seja, limpa-se com frequência, resíduos fecais que ficam na região do ânus são difíceis de serem encontrados, mas não podemos esquecer que são uma forma de contaminação. Aqui vai uma dica para proprietários de gatos de pêlos longos: mantenham a tosa higiênica em dia com os pêlos da região anal bem cortados.

Sendo o gato o grande vilão da história, ele sofre grande preconceito e discriminação por ser o transmissor de uma moléstia tão importante, que no ser humano causa encefalite (inflamação do cérebro, cerebelo e medula) e problemas oculares por se alojar na retina.

Mas... espera aí!! Se vimos que este parasita se aloja nas fibras musculares dos animais, a maneira mais comum de contaminação é a ingestão de carne crua ou mal passada, assim como embutidos crus (salsichas e mortadela, por exemplo). Assim, a gente entende porque muitas pessoas fazem exame para toxoplasmose e são positivas para a doença, mas nunca tiveram gato na vida. Frutas, verduras e vegetais crus ou mal lavados não estão livres do parasita, uma vez que gatos de vida livre evacuam no solo e enterram seus excrementos. Adubos orgânicos também merecem atenção, e é bom saber que agrotóxicos não eliminam o problema.


Visto isso, podemos entender que o gato é apenas um detalhe no contágio da doença, e não a parte determinante da patologia. Ainda mais hoje em dia, que comemos fora de casa com frequência.

ATENÇÃO: só o gato não adoece. Portanto, quem também tem cães em casa não precisa se apavorar, pois os cachorros não eliminam os ovos do parasita pelas fezes como os gatos. No entanto, os cães manifestam sintomas clínicos como os nossos.

Na gravidez a mulher deve solicitar no exame pré-natal a sorologia para toxoplasmose, além de outros, pois a transmissão da mãe para o feto é comum e, dependendo da fase da gestação, as consequências serão mais ou menos importantes. Se o resultado der positivo, isso não significa doença ativa! Pode indicar apenas que o contato com o parasita aconteceu, recentemente ou não. Caso a mulher grávida tenha gato em casa e surgir dúvidas sobre a contaminação, o animal não precisa ser descartado nem doado, como infelizmente – e normalmente – acontece. A solução é simples: basta fazer o mesmo exame de sangue no gato, para descobrir se ele é portador ou não. Volto a lembrar: as carnes mal passadas e verduras mal lavadas são as vilãs do nosso dia-a-dia!

Resumindo: o ideal é a prevenção, sempre! Ao adquirirmos um gato, o certo é fazer uma série de exames no bichano para saber se ele tem não só essa doença, mas tantas outras que o felino pode ter. Evitar carne mal cozida e não abusar das saladas que não fomos nós que lavamos sempre vale a pena.

As informações e sugestões de saúde e bem-estar para o seu bichinho contidas neste blog têm caráter meramente informativo e não substituem o aconselhamento e o acompanhamento do Médico Veterinário de sua confiança. Somente este profissional é capacitado para diagnosticar e medicar seu bichinho de estimação.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

otite e cuidados com os ouvidos

A otite externa (inflamação do conduto auditivo acompanhada ou não de infecção) é uma das causas mais comuns que levam a coceira nos ouvidos dos animais, quase sempre com odor desagradável, o qual é notado muitas vezes pelo proprietário sem saber sua origem.

As causas da otite podem ser diversas, variando de alérgicas, parasitárias, bacterianas e fúngicas, por exemplo. Se seu gatinho frequenta pet shops para banhos, certifique-se que os ouvidos são protegidos da entrada de água, pois esta facilita o processo infeccioso pela umidade acumulada.

Para evitar que seu bichano seja acometido por este mal tão comum, faça uma breve inspeção (veja figura) na parte interna de suas orelhas, verificando vermelhidão, sangramento, mau cheiro, secreção amarelada ou enegrecida de consistência gordurosa ou mesmo ressecada.
 








Como o gato tem por hábito se lamber constantemente, o problema pode ser mascarado, piorando mais ainda quando se tem mais de um animal em casa, pois um lambe ao outro, retirando muitas vezes a “sujeira” visível. Por isso, uma consulta ao veterinário pelo menos uma vez ao ano, ou a cada seis meses, é importante para que haja um exame clínico dos pavilhões auriculares, com instrumentos que permitam melhor visualização, como o otoscópio.

Um ouvido normal tem que ter coloração esbranquiçada/rósea, brilhante e sem acúmulo de secreção nas dobrinhas. Com um algodão envolvido em seu dedo indicador, faça a limpeza com soluções apropriadas para uso otológico em gatos, encontradas facilmente em pet shops. Também pode-se fazer a limpeza com o algodão seco. Nunca use hastes flexíveis, pois elas podem machucar seu bichano, traumatizando-o. Qualquer alteração é indício de problemas.

Para tratamento, são indicados produtos de uso tópico em primeiro grau como pomadas, gotas ou pour-on (pipetas com líquidos para despejar na nuca), variando conforme a causa. Medicação via oral ou injetável é necessária em quadros mais graves e crônicos e conforme o temperamento do animal.

As informações e sugestões de saúde e bem-estar para o seu bichinho contidas neste blog têm caráter meramente informativo e não substituem o aconselhamento e o acompanhamento do Médico Veterinário de sua confiança. Somente este profissional é capacitado para diagnosticar e medicar seu bichinho de estimação.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

e com o calor... as pulgas!

Chegou o verão! U-HU! E com ele vemos nossos companheiros de quatro patas coçando, coçando e coçando!!! Mordisca aqui, lambe ali, arranca pêlo lá e quando vamos ver, encontramos os incômodos parasitas externos, velhos conhecidos nossos: as pulgas.












Nem sempre damos de cara com elas andando pelo corpo do nosso bichano, mas podemos ver entre a pelagem pontos pretos semelhantes à “sujeira”, que quando apertados ou molhados ficam de cor avermelhada. Esses pontos pretos são fezes de pulgas, nada mais do que sangue o coagulado que elas sugam.

É preciso pensar em um tratamento rápido e eficaz para acabar com esses insetos terríveis que, apesar de não terem asas, locomovem-se muito bem de animal para animal (e para nós, na falta do animal de estimação). Só para se ter uma idéia, a pulga pode ser considerada a maior campeã olímpica de saltos de todos os tempos, podendo saltar 75 vezes sua altura e 25 vezes seu comprimento, totalizando 30cm de deslocamento!! Em outras palavras: um simples “pulinho” serve para passar de um hospedeiro a outro, o que significa que se nosso bichano não estiver protegido e sair para rua (ou para um banho na petshop) e se encontrar com outro animal infestado por pulgas, corre o risco de voltar acompanhado prá casa. Além disso, para aumentar a sorte que a natureza deu às pulgas, seu ciclo de vida é muito privilegiado: elas vivem, em média, 100 dias. A fêmea deposita seus ovos com 0,5mm de comprimento no animal; como eles não se fixam, caem no ambiente. Se for carpete, piso com frestas (tacos, por exemplo) ou cobertores, os ovos encontram a situação ideal para virarem larvas, e em 10 dias eclodem. A partir daí, de 5 a 11 dias entram na fase denominada pupa (filhotes de pulgas) e pronto! Mais cinco dias e são pulgas adultas, que vão para o ambiente e recomeçam o ciclo.







Mais uma mamata da natureza para as pulgas: se não houver animais ou pessoas no ambiente, as pulgas podem permanecer na fase pupa por até 140 dias (4 meses!) até acharem as condições ideais para sobreviver após virarem adultas. É por isso que às vezes, quando entramos em lugares fechados e inabitados, de repente sentimos as aproveitadoras pulando famintas em nossas pernas!

As pulgas causam incômodo e uma coceira intensa devido às suas picadas. Alguns animais desenvolvem a DAPP (dermatite alérgica à picadas de pulpas), pois na “saliva” da pulga existe um componente desencadeante de uma hipersensibilidade: basta uma picada por dia para induzir o bichinho a se ferir coçando, muitas vezes até alterando seu estado emocional devido ao estresse constante pela coceira incessante. Alguns deles passam até a comer menos e tornam-se agressivos ou deprimidos, dependendo de sua personalidade. Os gatos iniciam esse processo mais na região da cabeça, pescoço e orelhas, alastrando-se para membros e abdome (muitas vezes observamos a barriga peladinha do gato!).

Além de tudo isso, os gatos podem contrair doenças através desses parasitas. Como se lambem com freqüência, eles podem ingerir acidentalmente uma pulga, que leva para o intestino do gato a forma infectante de um verme chamado Dipylidium, semelhante à tênia (solitária) do homem. Isso pode ficar crônico, levando o bichano a emagrecer, ter diarréia, perda de pêlos e coceira na região anal. Se o gato não for tratado, pode até morrer.

Pela sua picada, as pulgas podem transmitir um parasita sanguíneo chamado Hemobartonela, causando fraqueza, anemia, perda de apetite e apatia. Se não tratados, mais de 30% dos gatos acometidos por esta doença acabam morrendo.

Por tudo isso, não podemos deixar de combater as pulgas, que encontram no verão as condições ideais sua replicação: calor e umidade. Tratar animal e ambiente simultaneamente é importante, mas melhor do que tratar é prevenir o aparecimento das pulgas. Produtos em forma de sprays e pipetas de uso cervical (na região da nuca) são muitos úteis, desde que mantida a frequência quinzenal ou, no máximo, mensal. Produtos para ambiente à venda em petshops agregam mais segurança na prevenção também. Coleiras em gatos nem sempre são recomendadas, principalmente nos de vida livre, pois eles podem se enforcar com elas ou se machucar. Considere usar produtos periódicos no bichinho para evitar reinfestação (isso vale para gatos que passeiam fora de casa).

Se a infestação for grande, a melhor forma de combate é a dedetização do ambiente. Lembre-se: para cada 10 pulgas encontradas no bichano, existem 100 no ambiente, ou seja 10% dos adultos estão sugando o sangue de seu felino enquanto o resto prepara o ataque na sua casa! Em alguns casos, tosar os pêlos é uma medida que pode aumentar a eficácia do tratamento.

Vale lembrar que banho, mesmo com produtos “anti-pulgas”, não é a solução dos problemas. Como vimos, o ambiente tem grande responsabilidade nessa guerra ao parasita, então banhos, além de não matarem 100% das pulgas, não têm garantia, uma vez que o gato volta para o lugar infestado e vai ganhar pulgas novamente.

Importante: leia e siga sempre as recomendações de cada produto e procure a orientação do seu veterinário, pois ele pode lhe indicar a melhor forma de combate para cada caso.

As informações e sugestões de saúde e bem-estar para o seu bichinho contidas neste blog têm caráter meramente informativo e não substituem o aconselhamento e o acompanhamento do Médico Veterinário de sua confiança. Somente este profissional é capacitado para diagnosticar e medicar seu bichinho de estimação.